Não deixe seu passado atrapalhar o seu futuro

por Anna Russo – 14 de dezembro de 2015

Nossa vida acontece a cada minuto. Em cada momento, nossos pensamentos, atitudes e comportamentos, nos oferecem oportunidades para mudança. Para reconstruir nossa vida e trabalhar para nos tornarmos a pessoa feliz, amorosa e realizada que nascemos para ser.

Se ficarmos constantemente olhando para trás com tristeza, ressentimento e arrependimento, e para o futuro com medo e preocupação, não vamos perceber que cada dia é um novo começo, que cada dia trás uma nova vida para vivermos, apreciarmos e aproveitarmos.

A não ser que você deseje, a história de seu passado não precisa ser a história de sua vida.

Se o passado for usado como desculpa para impedir que nos movimentemos, nosso futuro será muito semelhante ao nosso passado. Por outro lado, se deixarmos o passado onde é seu lugar, e nos permitirmos estar presentes e engajados no momento atual, tendo ao mesmo tempo uma clara visão de como queremos que nosso futuro se apresente, este será bem diferente do passado. Tudo depende de nós. Temos o poder de decidir. Nosso futuro está em nossas mãos.

Você tem ideias próprias?

por Anna Russo – 20 de outubro de 2015

A vida em sociedade muitas vezes nos faz pensar que não somos suficientemente bons, suficientemente inteligentes, suficientemente ricos, bonitos, populares, etc. O tempo
todo somos “atacados” pelos meios de comunicação, que nos sugerem padrões de todo tipo aos quais precisamos nos adequar sob pena de não “pertencermos” ao grupo dos
bem sucedidos e felizes.

Além disso, os olhares e supostos julgamentos das pessoas a nosso redor nos mantém prisioneiros de comportamentos e bens materiais.

O que acontece quando passamos a vida tentando provar nosso valor para o mundo ao nosso redor? Ficamos sempre insatisfeitos, porque nosso valor é sempre influenciado pelos pensamentos, idéias e crenças dos outros. E é também amedrontador, porque temos medo de perder os indicadores que mostram que estamos “dentro”.

Mas a vida nos deu uma mente única e separada de todas as outras, para termos pensamentos próprios e para desenvolvermos nossas próprias idéias e crenças. E muitas pessoas nunca aprendem a pensar por si mesmas e a desenvolver suas próprias idéias. Por isso permitem que outros sempre pensem por elas. Parece mais fácil viver assim? Talvez seja, mas escolhendo este caminho, nunca saberemos quem somos porque seremos uma cópia do molde aceito pela maioria.

“Preocupe-se com o que as outras pessoas pensam e você será sempre prisioneiro delas”.
Lao Tzu (Tao Te Ching)

Existe propósito em sua vida?

por Anna Russo – 30 de setembro de 2015

Você sabe para onde está indo, ou apenas segue adiante sem nenhum objetivo ou direção?
A sensação de estar caminhando sem sair do lugar está sempre presente?
Que a vida está passando e você é apenas um espectador?

Se a resposta for afirmativa, e houver vontade de se libertar deste estado de observador da vida e dos outros, a primeira dica é: coloque seus pensamentos numa folha de papel, comece a se perguntar: “o que quero da vida? O que a vida quer de mim? Quais são meus talentos e como posso usá- los? O que me faz feliz? O que faz com que me sinta em paz, completo?

” A partir daí, comece a se movimentar para alcançar seu objetivo. E não se apresse, não há necessidade de tentar fazer tudo de uma vez. Saiba que você é merecedor, que está aqui com um propósito, e aja de acordo com esta certeza. Só seguindo o que você sente que é seu caminho, fazendo o que gosta, vivendo sua vida com um propósito, ela terá significado.

Seu relacionamento está vivo?

por Anna Russo – 26 de maio de 2015

Muitos acreditam que relacionamentos amorosos inevitavelmente tornam-se desinteressantes e vazios, que esta situação é normal, que a chama do desejo se apaga e que o futuro só intensifica este estado de coisas. Como resultado, no momento em que há uma baixa na atração, no desejo, na excitação sexual, supõem que esta situação é natural, e se comportam de acordo. Assim, não é de espantar que a partir deste ponto, o relacionamento inicie uma inexorável trajetória descendente, que frequentemente termina em separação.

Embora não seja possível impedir que estes momentos aconteçam, é possível tomar medidas que minimizem significativamente seu impacto e diminuam a frequência com que ocorrem. Qual é o truque? Nenhum, a não ser que se considere um truque o fato de encher sua vida com mais alegria e prazer. E, sim, basta isso para manter como novo seu relacionamento, excitante e cheio de paixão, tenha você vinte anos ou noventa.

Relaxar é preciso

por Anna Russo – 16 de setembro de 2014

Quando alguém nos diz que precisamos reservar algum tempo para nós, muitas vezes temos a resposta pronta: “Que tempo? Mal tenho tempo para fazer minhas obrigações, como vou arranjar tempo extra? “Minha família, meus filhos (ou colegas de trabalho, etc, etc,) precisam de mim! Seria egoísmo de minha parte pensar nisso.”

E assim por diante…

No mundo em que vivemos agora, na “era da informação”, há tanto que ver, tanto que aprender, tanto que comunicar – é simplesmente assustador! Tudo se acelerou de uma maneira pouco saudável para nós humanos. E o resultado é o cansaço, a sensação de tensão contínua, de estar sempre “devendo”alguma coisa que não sabemos direito identificar. Portanto, minha sugestão é desacelerar um pouco, através de pequenos, mas satisfatórios, passos. Comece com 10 minutos por dia. Aqui vão algumas idéias para começar, mas você pode descobrir muitas outras que combinem mais com seu jeito de ser.

1 – Medite – simplesmente sente-se com os olhos fechados, num lugar
tranquilo e concentre-se apenas em sua respiração.

2 – Pratique yôga – ajuda muito a equilibrar corpo e mente.

3 – Dedique-se ao seu passatempo favorito, seja ele a leitura, algum
trabalho manual, assistir um filme. Mas nada de dramas ou violência!

4 – Aprecie a natureza: escolha um parque ou um local bonito e “respire”o cenário.

5 – Faça uma caminhada, prestando atenção em seus passos
e se libertando de sua “mente pensante”.

6 – Ouça uma música suave antes de dormir. Se não quiser mais
receber esta mensagem, por favor, responda “não”

O que eu quero?

por Anna Russo – 26 de fevereiro de 2015

Trabalharmos para sermos fiéis a nosso verdadeiro eu em cada momento, é um processo que dura a vida inteira. Nossas personalidades não são gravadas em pedra, nem no momento em que terminamos nossos estudos, nem mesmo quando resolvemos nos aposentar. É sempre possível mudar. Mas, para que esta mudança seja duradoura, precisamos nos conhecer. Saber: como nos tornamos quem somos e de que maneira queremos ser diferentes?

Embora única, a vida de uma pessoa frequentemente é a repetição do passado, ou seja, repetimos o que nos foi ensinado (com a melhor boa vontade e amor) por pais ou a sociedade, sem se perguntar: “o que eu quero? ” Quando prestamos atenção a nossos comportamentos em diversas situações, talvez nos demos conta que alguns deles, algumas atitudes, hábitos, não nos agradam. E se observarmos com cuidado, poderemos perceber como afetam nossas vidas, nossas carreiras, nossos relacionamentos, os objetivos que queremos alcançar.

Como identificar e vencer características e atitudes internas que prejudicam nossas vidas agora? Como separar o que é nosso e o que é uma repetição herdada de outra pessoa ou situação?

Vamos mudar?

por Anna Russo – 07 de outubro de 2014

Que mudança você gostaria de fazer em sua vida? O que precisará fazer para conseguir esta mudança? Que novos comportamentos e hábitos precisará adotar?

Está esperando “sentir vontade de fazer?” Isto talvez nunca aconteça, portanto, pare de esperar. E, claro, mudanças importantes nunca são fáceis de conseguir, até porque muitas vezes nosso raciocínio “defensivo”, nos leva a acreditar que devemos evitar o que mais nos beneficiaria. A ansiedade que isso provoca pode nos levar a repetir padrões de comportamento dolorosos ou improdutivos. Os seres humanos tem a tendência de fazer o que é fácil e prazeroso e evitar o que é difícil, o que provoca tensão ou sofrimento. Mudança é um desafio! A verdade é que, quando estamos determinados a conseguir uma mudança e fazemos um esforço para adotar novos comportamentos e escolhas em nossa vida, logo começamos a sentir resultados positivos.

Estes resultados reforçam naturalmente os novos comportamentos e escolhas positivos, que vão se tornando cada vez mais fáceis, até se tornarem um hábito. Haverá uma sensação de bem-estar. Por exemplo, quando passar mais tempo com nossos seres queridos, se torna uma prioridade, notamos quanto estávamos perdendo por não usufruir sua companhia. Quando resolvemos nos exercitar regularmente, aos poucos sentimos mais energia e disposição, e dormimos melhor. E, nos dias em que não o fazemos, sentimos que “algo está faltando”. Quando resolvemos iniciar uma terapia, o desconhecido da situação pode nos assustar, mas quando começamos a entender o porquê de nossos comportamentos, a perceber o que podemos fazer a respeito, passamos a nos movimentar melhor no nosso mundo.

Mas, no começo, estas mudanças não são fáceis. Na verdade, abandonar velhos hábitos pode ser a coisa mais difícil que você já tenha feito, mesmo que teoricamente pareça simples. Não é. Mas garanto que vale a pena. Vá em frente, com determinação, em busca da vida que você quer!

Se…

por Anna Russo – 23 abril de 2015

“Ah, se apenas eu tivesse terminado a faculdade, poderia procurar um emprego melhor”.

“Se eu tivesse muito dinheiro, teria podido ajudar meu amigo”.

“Se eu fosse mais corajoso, teria aproveitado aquela oportunidade!”

Quantas vezes ouvimos, ou pronunciamos, frases semelhantes a essas?

Enquanto nos defendemos atrás dessa condicional, estamos seguros.
Não questionamos nossa postura. Ela é confortável e impede qualquer movimento.

Mas, o que aconteceria se todas estas possibilidades se tornassem realidade? Como nos sentiríamos? Muito felizes? Realizados? Saberíamos lidar com a realidade sonhada?

Você está sempre certo?

por Anna Russo – 25 novembro 2014

Certamente todos já encontramos pessoas que sempre se acham certas. Não admitem erros. E para justificar conflitos com outros indivíduos, tem um discurso pronto sobre suas boas intenções. Não pensam sobre o que fizeram; em vez disso, respondem a qualquer crítica com uma declaração de boas intenções:

“Minhas intenções são sempre boas. Nunca faço nada errado,
porque sempre procuro ser correto e justo”.

“Veja, X teve esta atitude, então não tive outra alternativa senão tomar esta decisão”.

E assim por diante, essas pessoas parecem ter um interlocutor interno que entra em ação quando pode haver a mínima dúvida de que possam ter errado.

Será que tais argumentos convencem? Pode acreditar que quase nunca. Saiba que ao camuflar críticas com uma declaração de suas boas intenções, o resultado é que os outros vão parar de ser honestos com você e, aos poucos, se afastar, porque com certeza não é agradável o convívio com alguém que está sempre certo.

Se esse texto fez você pensar que talvez possa se encaixar neste perfil, lembre-se que este comportamento bloqueia qualquer contato com seu interior, qualquer questionamento que o faça considerar mudanças.

 

Viva sua verdade

por Anna Russo – 3 de julho de 2014

Uma das coisas boas do amadurecimento, é que aprendemos a ser mais fiéis a nós mesmas e a nossas vontades. Mas muitas de nós mesmo já tendo ultrapassado a barreira dos 40, agimos como crianças que tem que obedecer à vontade dos pais. E a esta altura podemos substituir a palavra pais por amigos, marido, sociedade.

Estamos sempre presas a algum tipo de comportamento que, quando examinado de perto, é determinado pelo que “os outros vão pensar”.
Nossa maneira de viver e de ser segue regras muitas vezes difíceis de suportar. E o pior é que não percebemos o quanto nos deixamos governar e os sacrifícios que muitas vezes temos que fazer. No afã de buscar uma imagem definida por outros, perdemos a noção de quem realmente somos. E como isto é cansativo! Quantas vezes ao termos que tomar uma decisão ficamos lutando entre o que realmente gostaríamos de fazer e o que os outros acham “adequado”.

E não digo que seja fácil mudar esta atitude, mas se dermos pequenos passos a cada dia, conseguiremos ser mais donas de nossa vida.

Aqui vão algumas dicas que irão ajudá-la a se conhecer melhor:
1- Observe quando você está realmente feliz, cheia de energia e disposição. Preste atenção a estes momentos porque eles sinalizam quem você realmente é e o que na verdade que.

2- Sinta seu coração e o que ele lhe diz. Confie em sua intuição e tenha a coragem de segui-la.

Situações indesejáveis frequentemente resultam de não ouvirmos nossos sentimentos. Isto pode levar a nos comprometermos demais, nos esforçarmos demais ou nos envolvermos em algo que realmente não queremos. Contanto que não estejamos ferindo nós mesmas ou o próximo, exercitar o hábito de dizer e fazer o que queremos, nos torna mais centradas e equilibradas.

3- Reserve todos os dias um momento para estar só e tranquila: medite. Não há nada melhor para nos conhecermos do que passar um tempo longe do agito da vida diária. No começo pode ser difícil, mas ao poucos você conseguirá aumentar este tempo de desaceleração.

Estes parecem pequenos passos, mas com o tempo o resultado é um crescente sentimento de satisfação que nos faz sentir bem, mesmo quando temos que toma decisões difíceis, porque sabemos que estamos vivendo a nossa verdade.