Anna Russo, 30 de maio de 2024
Já tendo ouvido esta frase várias vezes, sinto-me feliz em saber que minha idade e meu posicionamento frente a esta etapa da vida, inspiram outras mulheres. Na verdade, muitas vezes fico surpresa ao ouvi-la porque não me acho “isso tudo”, como se costuma dizer, e meu jeito de levar a vida para mim é muito natural.
Mas, pensando no que ela implica, em retrospectiva, posso dizer que me preparei de várias maneiras para chegar aos 80 anos, tendo uma vida produtiva e cheia de movimento.
Preparar-se para o envelhecimento é a palavra chave: essa preparação deve começar quando se é jovem, aos 30, 40, 50 anos, através de escolhas que fazermos em relação à nossa saúde, principalmente. Ser uma pessoa saudável é, sem dúvida, o principal fator para envelhecermos bem. Como sou muito abençoada nessa área, resultado não só de “sorte”, como muitos pensam – mas de genética e atenção desde muito jovem – consigo não me preocupar com os anos que tenho, mas com o que faço com eles.
Uma vez ultrapassada a barreira da saúde, outro ponto importante é mudar o paradigma, o modelo que determina a qualidade de nossa experiência. Mais ou menos como um software que inserimos num computador, o nosso “programa” vai ditar se teremos uma velhice sem graça, ou uma velhice criativa e plena. Porque nossa cultura acredita que envelhecer significa declínio físico e mental, muitos de nós caminhamos para um envelhecimento inativo e isolado.
Não é à toa que muitos se perguntam: o que mais posso esperar da vida?
Então, conselho importante: quando se aproximar dos 60 anos, não se deixe influenciar pela idéia preconcebida de que “não dá mais tempo!”. Claro que dá! Agora você tem mais liberdade, mais maturidade para buscar novos caminhos, sejam eles hobbies, estudos, viagens, ou qualquer outra coisa que faça sentido para você.
Envelhecimento deve significar assumir responsabilidade por nosso destino, vivendo de acordo com uma escolha consciente e sem preconceito, e não de acordo com o que a sociedade espera de nós.


