Reinvente-se

por Anna Russo – Maio 2019

Reinvente-se

Já me reinventei muitas vezs, sou uma dessas pessoas que não seguem sempre o mesmo caminho. Não estou dizendo que seguir a mesma carreira a vida toda seja errado, longe disso. Cada um escolhe a maneira mais adequada, a que fala mais diretamente com seu interior, para caminhar pela vida.

Mas muitas vezes as pessoas, principalmente as mais velhas, ficam paralisadas, os anos passam e a possibilidade de entrar em depressão por causa da falta de propósito é bem real. As causas da paralisação são bem variadas, podem ocorrer em razão de uma aposentadoria, ou porque os filhos casaram e não se consegue enxergar outro papel senão o de mãe, ou por pensar que já se está velho demais para começar outra atividade.

As desculpas então acontecem e são inúmeras: “Muita gente já faz isso!” “Estamos numa época de crise” “Vou me formar com quantos anos se entrar numa faculdade agora?” e por aí vai…E o que acontece é que estes pensamentos nos impedem de alcançar nosso potencial.

Então pense: sim muita gente já faz tudo, difícil inventar algo novo neste mundo globalizado, sim, estamos numa época em que a economia não vive seu melhor momento, e,  sim, quando me formar vou estar mais velho. Pensando nesta última desculpa, a verdade é que se nada fizermos, daqui a alguns anos estaremos mesmo mais velhos e…teremos perdido a chance de buscar novo caminho.

Reinventar-se é mudar. Colocar movimento em nossas vidas. Não importa a idade, criar oportunidades para si. Ninguém pode fazer isso, só nós mesmos. Milagres só acontecem se nos engajarmos no processo de sua conquista!

Por que os pássaros cantam?

Por Anna Russo – 26 de Junho de 2018

Por que os pássaros cantam?
Este é o título de um trecho do livro do alemão Anselm Grün, psicólogo e frade beneditino, que achei interessante compartilhar:
Um provérbio chinês diz:  “um pássaro não canta porque tem uma resposta, canta porque tem uma canção”
Alguns poetas procuram em seus poemas, dar respostas às mais profundas questões escondidas na alma humana. Outros escrevem pelo puro prazer da linguagem. Eles brincam com as palavras. Expressam a emoção que sentem, sem se preocupar em saber se suas palavras vão dar respostas às questões alheias. Um pássaro que canta também está livre de qualquer pressão.  Não pensa para quem está cantando e não canta porque quer cantar bem. Canta porque a canção que tem dentro de si precisa ser expressada. Ela é uma tradução de sua alegria interna. E precisamente porque seu canto é tão livre, nós o apreciamos tanto. Cantar por cantar traduz liberdade interna e alegria de viver. Um pássaro canta porque tem uma canção. Pela simples alegria de viver. 
The Art of Joy (Englische Ebooks)” by Anselm Grün

Medo do Divã?

Por Anna Russo – 5 de Março de 2018

Medo do divã?
O divã tornou-se quase um símbolo da psicanálise. Sempre ou quase sempre, revistas e filmes, ao retratar a sala de um profissional da área, incluem no mobiliário o divã. Minha sala não é exceção.
Contudo, nem sempre os psicanalistas usam o divã. Por exemplo, quando recebo um novo paciente, nunca sugiro seu uso imediatamente. Isso porque ele não é indicado para todos. Conforme a natureza da questão trazida pela pessoa, o divã pode ser absolutamente desaconselhável.
Durante o curso da análise, quando acho adequado, convido alguns pacientes a usá-lo. E, como a palavra diz, é um convite, não uma imposição.
Portanto, se o divã é o que o impede de iniciar uma análise, não se preocupe, pois seu uso é uma decisão tomada a dois.

O que você carrega em seu coração?

Por Anna Russo – 25 de novembro de 2016

Quero compartilhar com vocês um singelo conto oriental, de origem desconhecida, cujas palavras aparentemente simples, são plenas de sabedoria:

Conta uma popular lenda do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

– Que tipo de pessoa vive neste lugar ?
– Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem ? – perguntou por sua vez o ancião.
– Oh, um grupo de egoístas e malvados – replicou o rapaz – estou satisfeito de haver saído de lá.
– A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui –replicou o velho.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
– Que tipo de pessoa vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta: – Que tipo de pessoa vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu: – Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
– O mesmo encontrará por aqui – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
– Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu :
– Cada um carrega no seu coração o  ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, a nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter controle absoluto.

Por que meditar?

Por Anna Russo – 27 de setembro de 2016

Atualmente fala-se muito sobre os benefícios da meditação. E, como já é sabido, a meditação pode ser praticada independentemente do fato de sermos ou não ligados a uma religião. Uma equipe de pesquisadores associados à Universidade de Harvard, publicou os resultados de seu estudo, o primeiro a documentar mudanças ocorridas no cérebro, provocadas por oito semanas de meditação diária.

Foram feitas ressonâncias magnéticas do cérebro dos 16 participantes do estudo, duas semanas antes e duas semanas depois do período estudado, que demonstraram melhoras significativas em áreas do cérebro relacionadas à memória e ao aprendizado, à concentração, capacidade de introspecção e consciência de si. Os participantes praticaram a meditação de atenção plena (mindfulness), que pode ser definida como “prestar atenção ao momento presente”.

Sara Lazar, neurocientista da Harvard Medical School e do Massachusetts General Hospital em Boston, uma das responsáveis pelo estudo, ao ser perguntada se a meditação produz o mesmo efeito que uma boa noite de sono, respondeu: “ Há semelhanças mas não é a mesma coisa. O sono não produz alteração no cérebro, não melhora o estresse, a ansiedade ou a depressão.”

Para saber mais informações sobre o estudo, ler “Eight weeks to a better brain”, publicada na Harvard Gazette. E a entrevista dada à Folha de São Paulo por Sara Lazar, no dia 12/03/2013.

Perfeccionismo

por Anna Russo – 30 de maio de 2016

Li um livro muito interessante de autoria de Brené Brown, escritora e pesquisadora da Universidade de Houston. O trecho que vou reproduzir aqui nos ensina como viver mais felizes, libertando-nos da necessidade de sempre buscar a perfeição em tudo o que fazemos.

.”Perfeccionismo não é a mesma coisa que tentar fazer o melhor. .. Perfecionismo é a crença que se vivermos perfeitamente, parecermos perfeitos e agirmos perfeitamente, poderemos minimizar ou evitar a dor da culpa, julgamento e vergonha. É um escudo. Perfeccionismo é um escudo de vinte toneladas que carregamos pensando que nos protegerá. Mas, a verdade é que este escudo é o que impede que levantemos voo.

Perfeccionismo não é melhora pessoal. Em última instância, perfeccionismo é a tentativa de conseguir aprovação e aceitação…Em algum ponto do nosso caminho, adotamos esta crença debilitante: Eu sou o que eu realizo e quão perfeitamente realizo. Agradar. Desempenhar. Perfeito. …O perfeccionismo busca a opinião dos outros: O que vão pensar? “Se estou me sentindo assim é porque não sou bom o bastante.”

Como nos libertar deste comportamento estressante? Adotando uma atitude compreensiva e carinhosa para conosco, sempre que sofremos, falhamos ou nos sentimos inadequados, em vez de ignorar nossa dor e nos flagelar com a auto-crítica.

“Um momento de auto-compaixão pode mudar seu dia.
Uma série de momentos assim pode mudar o curso de sua vida.”
(Christopher Germer, PHD professor de psicologia na Harvard Medical School. )

Do livro “The gifts of imperfection”(Brené Brown PHD, Hazelden Publishing, 2010)

Não deixe seu passado atrapalhar o seu futuro

por Anna Russo – 14 de dezembro de 2015

Nossa vida acontece a cada minuto. Em cada momento, nossos pensamentos, atitudes e comportamentos, nos oferecem oportunidades para mudança. Para reconstruir nossa vida e trabalhar para nos tornarmos a pessoa feliz, amorosa e realizada que nascemos para ser.

Se ficarmos constantemente olhando para trás com tristeza, ressentimento e arrependimento, e para o futuro com medo e preocupação, não vamos perceber que cada dia é um novo começo, que cada dia trás uma nova vida para vivermos, apreciarmos e aproveitarmos.

A não ser que você deseje, a história de seu passado não precisa ser a história de sua vida.

Se o passado for usado como desculpa para impedir que nos movimentemos, nosso futuro será muito semelhante ao nosso passado. Por outro lado, se deixarmos o passado onde é seu lugar, e nos permitirmos estar presentes e engajados no momento atual, tendo ao mesmo tempo uma clara visão de como queremos que nosso futuro se apresente, este será bem diferente do passado. Tudo depende de nós. Temos o poder de decidir. Nosso futuro está em nossas mãos.

Você tem ideias próprias?

por Anna Russo – 20 de outubro de 2015

A vida em sociedade muitas vezes nos faz pensar que não somos suficientemente bons, suficientemente inteligentes, suficientemente ricos, bonitos, populares, etc. O tempo
todo somos “atacados” pelos meios de comunicação, que nos sugerem padrões de todo tipo aos quais precisamos nos adequar sob pena de não “pertencermos” ao grupo dos
bem sucedidos e felizes.

Além disso, os olhares e supostos julgamentos das pessoas a nosso redor nos mantém prisioneiros de comportamentos e bens materiais.

O que acontece quando passamos a vida tentando provar nosso valor para o mundo ao nosso redor? Ficamos sempre insatisfeitos, porque nosso valor é sempre influenciado pelos pensamentos, idéias e crenças dos outros. E é também amedrontador, porque temos medo de perder os indicadores que mostram que estamos “dentro”.

Mas a vida nos deu uma mente única e separada de todas as outras, para termos pensamentos próprios e para desenvolvermos nossas próprias idéias e crenças. E muitas pessoas nunca aprendem a pensar por si mesmas e a desenvolver suas próprias idéias. Por isso permitem que outros sempre pensem por elas. Parece mais fácil viver assim? Talvez seja, mas escolhendo este caminho, nunca saberemos quem somos porque seremos uma cópia do molde aceito pela maioria.

“Preocupe-se com o que as outras pessoas pensam e você será sempre prisioneiro delas”.
Lao Tzu (Tao Te Ching)

Existe propósito em sua vida?

por Anna Russo – 30 de setembro de 2015

Você sabe para onde está indo, ou apenas segue adiante sem nenhum objetivo ou direção?
A sensação de estar caminhando sem sair do lugar está sempre presente?
Que a vida está passando e você é apenas um espectador?

Se a resposta for afirmativa, e houver vontade de se libertar deste estado de observador da vida e dos outros, a primeira dica é: coloque seus pensamentos numa folha de papel, comece a se perguntar: “o que quero da vida? O que a vida quer de mim? Quais são meus talentos e como posso usá- los? O que me faz feliz? O que faz com que me sinta em paz, completo?

” A partir daí, comece a se movimentar para alcançar seu objetivo. E não se apresse, não há necessidade de tentar fazer tudo de uma vez. Saiba que você é merecedor, que está aqui com um propósito, e aja de acordo com esta certeza. Só seguindo o que você sente que é seu caminho, fazendo o que gosta, vivendo sua vida com um propósito, ela terá significado.

Seu relacionamento está vivo?

por Anna Russo – 26 de maio de 2015

Muitos acreditam que relacionamentos amorosos inevitavelmente tornam-se desinteressantes e vazios, que esta situação é normal, que a chama do desejo se apaga e que o futuro só intensifica este estado de coisas. Como resultado, no momento em que há uma baixa na atração, no desejo, na excitação sexual, supõem que esta situação é natural, e se comportam de acordo. Assim, não é de espantar que a partir deste ponto, o relacionamento inicie uma inexorável trajetória descendente, que frequentemente termina em separação.

Embora não seja possível impedir que estes momentos aconteçam, é possível tomar medidas que minimizem significativamente seu impacto e diminuam a frequência com que ocorrem. Qual é o truque? Nenhum, a não ser que se considere um truque o fato de encher sua vida com mais alegria e prazer. E, sim, basta isso para manter como novo seu relacionamento, excitante e cheio de paixão, tenha você vinte anos ou noventa.