
ENVELHECER BEM: UMA POSSIBILIDADE REAL
Sabia que nossas crenças em relação a envelhecer, podem determinar quanto e quão bem viveremos?
É o que afirma a dra. Becca Levy, professora da Universidade de Yale e expoente no campo de psicologia para um envelhecimento saudável. Suas descobertas científicas oferecem revelações surpreendentes sobre a conexão mente-corpo. Ela demonstra que muitos problemas de saúde antigamente considerados inteiramente devidos ao processo de envelhecimento, tais como perda de memória, audição comprometida e doenças cardio-vasculares, são fortemente influenciados pelas crenças negativas em relação a envelhecer, existentes em muitos países.
Nossa cultura nos ensina que velhice é algo a ser evitado. Dessa maneira, a maioria de nós liga o processo de envelhecimento a uma série de perdas. E a publicidade em revistas e na televisão, reforça a idéia de que o bom é ser jovem. Somos constantemente bombardeados com propagandas que exaltam todos os estereótipos ligados a juventude. Aproveitando-se disso, a indústria usa o medo de envelhecer para vender uma série de produtos que prometem juventude e beleza.
Esse pessimismo generalizado faz com que muitas pessoas jovens, na faixa dos 40 anos, comecem a se sentir velhas.
Ninguém nega que é bom ser jovem! Mas acreditar que à medida que os anos nos afastam dessa realidade, não haverá mais nada de bom para viver, é que está errado.
Não há nenhum dado biológico que marque a entrada na velhice, esta data é nebulosa e varia de pessoa para pessoa. Em comum, apenas as vantagens concedidas pelas leis, que nos permitem parar nas vagas para idosos, usar a fila para maiores de 60 anos, e assim por diante.
Estudos recentes revelam que ter um olhar positivo em relação a esta fase da vida, melhora nossa saúde. Ou seja, nossas crenças e expectativas são muito poderosas: podem definir como viveremos nossos futuros anos.
Claro que perdas acontecerão, mas é preciso saber separar o que é nosso daquilo que sempre fomos condicionados a pensar como comum a todos. E essas crenças podem ser modificadas a fim de beneficiar todos os aspectos do processo de envelhecimento.
A dra. Tracey Gendron, gerontóloga, afirma: “a cada dia de vida, você se torna único, ao adquirir uma extensa gama de experiências distintas, que nenhuma outra pessoa possui.” E tem a chance de encontrar novas pessoas, novos interesses, novos caminhos – que vão transformá-lo numa nova – mais velha sim, mas possivelmente melhor – versão de si mesmo.
O segredo é acreditar nisso, não se deixar dominar pelo etarismo dominante na sociedade. E saber que esse pensamento otimista em relação a idade, é um ingrediente importante para uma vida mais longa, saudável e feliz.
Referências:
– Breaking the Age Code, Becca Levy, PHD
– Ageism Unmasked: Exploring Age Bias and How to End It , Tracey Gendron PHD
